FOBIAS (transtornos fóbico-ansiosos)
Quando o medo se transforma em fobia?
O medo é um sentimento comum a todas as espécies
animais e serve para proteger o indivíduo do perigo. Todos nós temos medo em
algumas situações nas quais o perigo é iminente.
A fobia pode ser definida como um medo irracional,
diante de uma situação ou objeto que não apresenta qualquer perigo para a
pessoa. Com isto, essa situação ou esse objeto são evitados a todo custo. Essa
evitação fóbica leva muito freqüentemente a limitações importantes na vida
cotidiana da pessoa. As fobias são acompanhadas de ansiedade importante e
também freqüentemente de depressão.
Os transtornos fóbico-ansiosos constituem um grupo
de doenças mentais onde a ansiedade é; ligada predominantemente a uma situação
ou objeto. Há três tipos principais de fobia:
1. Agorafobia: inclui medo de
espaços abertos, da presença de multidões, da dificuldade de escapar
rapidamente para um local seguro (em geral a própria casa). A pessoa pode ter
medo de sair de casa, de entrar em uma loja ou shopping, de lugares onde há;
multidões, de viajar sozinho. Muitas pessoas referem um medo aterrorizante de
se sentirem mal e serem abandonadas sem socorro em público. Muitas pessoas com
agorafobia apresentam também o transtorno de pânico.
2. Fobia social: neste caso a pessoa
tem medo de se expor a outras pessoas que se encontram em grupos pequenos. Isto
pode acontecer em reuniões, festas, restaurantes e outros locais. Muitas vezes
elas são restritas a uma situação, como por exemplo, comer ou falar em publico,
assinar um cheque na presença de outras pessoas ou encontrar-se com alguém do
sexo oposto. Muitas pessoas apresentam também baixa auto-estima e medo de
criticas. Usualmente a pessoa nessas situações apresenta rubor na face,
tremores, náuseas. Em casos extremos pode isolar-se completamente do convívio
social.
3. Fobias especificas (ou isoladas):
como o próprio nome diz, são fobias restritas a uma situação ou objeto
altamente específicos, tais como, animais inofensivos (zoofobia), altura
(acrofobia), trovões e relâmpagos (astrofobia), voar, espaços fechados
(claustrofobia), doenças (nosofobia), dentista, sangue, entre outros. A
incapacitação da pessoa no dia a dia depende do tipo de fobia e de quão fácil é
evitar a situação fóbica.
As fobias atingem cerca de 10% da população. Em
geral surgem na infância ou adolescência, persistindo na idade adulta se não
são tratadas adequadamente. Acometem mais freqüentemente pessoas do sexo
feminino (com exceção da fobia social, que atinge igualmente homens e
mulheres).Depressão, uso de drogas e álcool podem ocorrer freqüentemente
associados aos transtornos fobico-ansiosos.
O tratamento das fobias se faz com a associação de
medicamentos com psicoterapia. Os medicamentos mais utilizados pertencem ao
grupo dos antidepressivos; os ansiolíticos também são freqüentemente indicados.
A psicoterapia auxilia na compreensão de fatores que podem agravar ou perpetuar
os sintomas fóbicos.
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