Como Controlar Suas Emoções
As emoções podem, por vezes iniciar-se
muito rapidamente, de fato tão rapidamente que não tomamos consciência
que a nossa mente e corpo desencadearam uma emoção num determinado
momento particular. Essa velocidade pode salvar as nossas vidas numa
situação de emergência, mas também pode arruinar as nossas vidas quando
nós temos uma reação excessiva e perdemos o controle. Nós não temos
muito controle sobre as respostas emocionais que temos em determinadas
situações de vida, mas é possível, embora não seja fácil fazer algumas
mudanças no que provoca as nossas emoções e como nos comportamos quando
estamos emocionalmente alterados.
INTERPRETAÇÃO DAS EMOÇÕES
Quando voltamos
a atenção para as nossas emoções, achamo-las óbvias e algo misteriosas.
Elas são o estado da nossa mente que melhor conhecemos e lembramos com
melhor clareza, podemos sentir as nossas emoções de forma consciente e
sabemos que as sentimos. Por vezes não sabemos de onde vêem, podem mudar
de repente ou lentamente, e as suas causas podem ser evidentes ou
obscuras. Por vezes não sabemos porque razão acordamos “com os pés de
fora“, podemos ser amistosos ou violentos por razões contrárias às que
guiam as nossas ações. No entanto as nossas emoções parecem ter a sua
própria agenda, por vezes com ou sem a nossa participação direta.
As emoções determinam a qualidade das nossas vidas.
Elas acontecem e manifestam-se em qualquer relacionamento que temos, no
trabalho, nas amizades, com os familiares, e nas nossas relações
intimas. Elas podem salvar a nossa vida, mas igualmente causarem-nos
danos graves. Podem conduzir-nos a ações que julgamos realistas e
apropriadas, mas as nossas emoções podem também conduzir-nos a agir de
formas a que nos arrependemos mais tarde.
Se
o seu chefe criticou o relatório que você pensou que ele iria louvar,
você irá reagir com medo e tornar-se submisso ao invés de defender o seu
trabalho? Será que as emoções o protegem de danos ainda maiores, ou
talvez você tenha entendido mal o que estava fazendo? Você pode esconder
o que estava sentindo e “agir de forma profissional”? Porque sorriu o
seu chefe, quando começou a falar? Estava a desdenhar, ou estaria a
tentar livrá-lo de um embaraço? Terá sido um sorriso tranquilizador?
Serão todos os sorrisos iguais?
Se
você tivesse que enfrentar o seu cônjuge com a descoberta de uma grande
compra que não tinha acordado com você, como saberia se aquilo que ele
mostrou era medo ou desprezo, ou se ele estava expressando a cara que
ele mostra quando está esperando o que você faz quando tem um
comportamento excessivamente emocional? Você sente as emoções da mesma
forma que ele sente, da mesma forma que as outras pessoas? Você fica com
raiva, medo ou triste sobre assuntos que não parecem incomodar os
outros, e não há nada que você possa fazer sobre isso? Claro que há.
QUANDO NOS TORNAMOS EMOCIONAIS?
A grande maioria do tempo, e para alguns
de nós durante todo o tempo, as nossas emoções servem-nos bem, através
da mobilização para lidarmos com aquilo que é mais importante para nós e
nos nutre com as mais diferentes formas de satisfação, gozo e
bem-estar. Mas por vezes as nossa emoções colocam-nos em apuros. Isto
acontece quando as nossas reações emocionais são inapropriadas, numa
das 3 formas que descrevo a seguir:
- Mostramos e sentimos a emoção apropriada, mas com a intensidade incorreta. Exemplo, a preocupação é justificada, mas reagimos de forma excessiva e ficamos terrificados.
- Sentimos a emoção apropriada, mas expressamo-la da forma errada. Exemplo, a nossa zanga é justificada, mas remetermo-nos ao silêncio foi contraproducente e infantil.
- Sentimos a emoção errada. Nem a nossa reação é demasiado intensa, nem a nossa forma de expressão é incorreta. Exemplo, O problema não é porque estamos demasiado receosos, ou que mostramos isso de forma errada, o problema é que posteriormente percebemos que não deveríamos ter ficado com medo.
Relembre-se de uma altura em que estava a
dirigir o seu automóvel e subitamente um outro carro aparece a alta
velocidade, quase na iminência de bater em você. A sua mente estava
focada numa interessante conversa que estava a ter com o seu amigo no
banco ao seu lado. Num instante, antes sequer de ter tempo para pensar,
antes de ter consciência do que estava a ocorrer, parte da sua mente,
detetou o perigo e um alerta de medo foi sentido. Quando uma emoção tem
inicio, leva uma questão de milissegundos para tomar controlo sobre
aquilo que fazemos e pensamos. Sem total consciência da nossa escolha,
você automaticamente vira o volante do seu carro para evitar o outro
motorista, colocando o pé no travão. Ao mesmo tempo uma expressão de
medo emerge na sua cara, os olhos abrem-se muito rapidamente e os
lábios esticam-se no sentido das suas orelhas. O seu coração começa a
bombear sangue mais rapidamente, começa a suar, e o sangue é enviado
para os grandes grupos musculares nas suas pernas. Essas reações
ocorrem porque ao longo da nossa evolução tem sido útil aos outros para
saber quando sentimos o perigo, e tem igualmente sido útil para estar
preparado para fugir ou atacar quando se tem medo.
As emoções preparam-nos para lidar com eventos importantes, sem que tenhamos de pensar sobre o que fazer.
Você não teria sobrevivido ao quase-acidente de carro se parte de você
não estivesse monitorizando continuamente o mundo para sinais de perigo.
Nem teria sobrevivido se tivesse de pensar conscientemente sobre o que
você deveria fazer para lidar com o perigo, uma vez que era evidente.
Neste situação exemplificada, as emoções provaram ser uma mais valia,
num mundo onde constantemente temos de tomar decisões que nos protejam
ou nos salvem a vida. A resposta emocional, é sempre bastante energética, impulsiva, e altamente virada para a ação.
No entanto com todas as vicissitudes existente na nossa vida, os
perigos generalizaram-se e tornaram-se abstratos, como por exemplo, o
medo de não passar num teste, o medo de perder o emprego, o medo de
fazer má figura, a frustração de ser preterido, a frustração de não ser
ouvido ou levado em consideração. Todos estes exemplos podem despoletar
uma resposta emocional, nem sempre adequada às circunstâncias.
MUDANDO AQUILO PELO QUAL NOS TORNAMOS EMOCIONAIS
Andar a pé, perto da beira de um
precipício pode ser assustador, apesar de saber que uma cerca visível
impedirá a queda de uma pessoa. Pouco importa se o caminho não é
escorregadio e da cerca apresentar um ar robusto e seguro, ainda assim o
coração bate mais rápido e as palmas das mãos ficam suadas. O
conhecimento de que não há nada a temer não apaga o medo. Mesmo que a
maioria das pessoas possa controlar as suas ações, mantendo-se no
caminho, eles apenas serão capazes de dar uma rápida olhada na vista
maravilhosa. O perigo é sentido mesmo que não exista objetivamente.
Evidência: A experiência do precipício mostra que o nosso conhecimento e vontade nem sempre se sobrepõem às avaliações automáticas que geram respostas emocionais.
Por vezes, depois das nossas respostas
emocionais terem sido desencadeadas, podemos conscientemente perceber
que não precisamos continuar a ser emocionais, e ainda assim a emoção
continuar a persistir. As emoções alteram a forma como vemos o mundo e a
forma como interpretamos as ações dos outros. Normalmente nós não
temos o impulso para desafiar e desconfirmar quando estamos a sentir uma
determinada emoção, ao invés, procuramos confirmá-la. Nós avaliamos o
que está a acontecer de uma forma que seja consistente com a emoção
sentida, justificando e mantendo desta forma o que estamos a sentir. Por
um tempo estamos num estado refratário, período em que o nosso
pensamento não pode incluir informações que não caibam, mantenham, ou
justifiquem a emoção que estamos sentindo. Então como é que podemos mudar isto?
GANHANDO CONTROLE SOBRE OS SEUS PENSAMENTOS
Com alguma frequência todos somos invadidos por pensamentos negativos na nossa mente. Este
aglomerado de pensamentos podem tornar-se muito poderosos à medida que
se vão repetindo na nossa mente. O problema é que quanto mais nos
focamos nesses pensamentos, mais poderosos eles se tornam. Desta forma,
torna-se muito difícil parar este ciclo infindável de pensamentos
prejudiciais. No entanto, com persistência e dedicação é possível ganhar
controlo sobre os pensamentos. Apresento algumas técnicas que pode aplicar:
Faça uma decisão consciente para escolher os seus pensamentos.
O problema é que por vezes familiarizamo-nos com determinadas ideias e
problemas, e subconscientemente retiramos alguma forma de prazer ou
eliminação de ansiedade abordando esses mesmos problemas ou pensamentos.
Se de uma forma subconsciente continuarmos a evitar ter esses
pensamentos, nunca iremos conseguir livrar-se deles. Assim sendo, o
primeiro passo é decidir conscientemente, que não será um problema
quando esse pensamento aparecer na sua mente. Tome consciência do
impacto negativo desse pensamento incomodativo e depreciativo, e em
seguida, de forma intencional, produza outro que julgue ser mais
adequado. Centre-se nesse pensamento que escolheu e decida focar a sua
atenção. Posteriormente, adicione um consequência positiva relativamente
ao possível sucesso desse pensamento mais adequado. repita esse
processo tantas vezes quanto necessárias até que o pensamento indesejado
e/ou disfuncional seja eliminado.
- Foque-se no pensamento como se ele estivesse fora de si. Numa primeira fase, temos dificuldade em separarmo-nos dos pensamentos incomodativos, pois sentimo-los como sendo parte de nós mesmos. Lembre-se você não é os seus pensamentos. A segunda parte do processo é tomar consciência que que os pensamentos estão separados de nós. Quando um pensamento aparece sua nossa mente, tente senti-lo como algo que venha do exterior. Esta é uma forma poderosa para reduzir o impacto dos pensamentos na sua mente. Assim que percebe que os pensamentos, não são a realidade, e que são separados de si mesmo, torna-se possível, fazer escolhas acerca dos pensamentos em que se quer focar. Este é na verdade o seu poder e técnica a desenvolver, os pensamentos podem passar na mente, mas não tem necessariamente que os seguir. Quantas vezes já pensou em coisas que nunca efetivou, nem agiu de acordo com eles?
- Quem é que ouve os pensamentos? Esta é uma técnica que permite descobrir a origem dos seus pensamentos. Quando um pensamento surgir, pergunte a si próprio, quem é que está a pensar isto? Parece uma pergunta sem lógica, mas na verdade tem uma importância extrema, permitindo perceber que existe um “eu” que pode decidir aceitar ou rejeitar o pensamento. Ao accionar esta questão você irá ser capaz de inibir os pensamentos indesejados e/ou negativos assim que eles se manifestarem. Você não é de forma alguma uma vitima dos seus próprios pensamentos, é você que rejeita ou dá vida aos pensamentos.
- Perceba os pensamentos assim que eles apareçam. Este exercício exige de si um esforço intencional. Não temos necessariamente que estar vigilantes para todos os pensamentos que nos surgem na mente. Mas, assim que estejamos cientes de uma pensamento negativo a surgir, temos rapidamente de accionar as técnicas aprendidas, no sentido de não lhe dar atenção ou ficar a ruminar nele. Quanto mais seguirmos o pensamento, mais dificuldade teremos de o dissipar. Desta forma, devermos accionar as técnicas adequadas o mais cedo possível.
- Concentre-se noutra coisa qualquer. Se tomar consciência que a sua mente está a ser invadida por um conjunto de pensamentos que começam a tomar controlo total sobre a sua vontade e acções, uma das soluções de rápida inoculação dos mesmos, é pensar em outra coisa qualquer (normalmente algo que gosta e que o coloque num estado de relaxamento). Não se foque neles, faça algo que evite a ruminação sobre esses pensamentos incómodos e disfuncionais.
Reflexão: Os pensamentos inadequados estão dentro de nós, apenas porque nos identificamos com esses pensamentos. Se nos identificarmos com outra coisa qualquer, imediatamente eles abandonam-nos.
- Treino da Atenção. A Atenção é uma das melhores formas para aprender a controlar os seus pensamentos. A atenção é a capacidade de aceder, dirigir e controlar a informação para um determinado estímulo (pensamento, emoção, sentimento, sensação corporal, etc.). Faz uso da força de vontade e da livre escolha que todos possuímos. Deve estar munida de uma forte crença de que se é capaz de dirigir e manter a nossa vontade sobre algo que queremos ou temos conhecimento. Por exemplo, durante 1 minuto, focar-se no número de batidas que o seu coração dá.
CONCENTRAÇÃO – UMA VIA PARA O CONTROLe EMOCIONAL
Concentração, é a capacidade de pensar
como desejamos controlar nossos pensamentos e dirigi-los para um fim
determinado. Significa completo auto-controlo. Como disse Erich Fromm,
“o passo mais importante para chegar a concentrar-se é aprender a estar
sozinho consigo mesmo”. A concentração é, pois, completa quando temos
total controle sobre nossos pensamentos e não permitimos divagações e/ou
dispersões mentais para outro assunto que não seja o foco principal.
Sendo o pensamento uma forma de energia, ao focalizarmos essas energias
todas para um só ponto teremos muito mais resultados do que emitindo
energias dispersas para todas as direções (como a lente de aumento e os
raios solares).
O excesso de trabalho, de preocupação, de estudo, de problemas pessoais, entre outras coisas, pode ocasionar dificuldade para fixarmos a nossa atenção naquilo que nos serve e conscientemente delineamos para as nossas vidas. Aí ocorre a dispersão mental, a qual se pode manifestar em maior ou menor grau, por breves ou longos períodos de tempo, em determinadas fases da vida, ou tornar-se um hábito mental enraizado (inclinação mental para pensar e agir de determinada forma). Observamos isso quando, por exemplo, estamos lendo um texto e temos que voltar e reler o parágrafo inteiro, pois percebemos que estávamos apenas passando os olhos pelas letras sem absorver nada.
O excesso de trabalho, de preocupação, de estudo, de problemas pessoais, entre outras coisas, pode ocasionar dificuldade para fixarmos a nossa atenção naquilo que nos serve e conscientemente delineamos para as nossas vidas. Aí ocorre a dispersão mental, a qual se pode manifestar em maior ou menor grau, por breves ou longos períodos de tempo, em determinadas fases da vida, ou tornar-se um hábito mental enraizado (inclinação mental para pensar e agir de determinada forma). Observamos isso quando, por exemplo, estamos lendo um texto e temos que voltar e reler o parágrafo inteiro, pois percebemos que estávamos apenas passando os olhos pelas letras sem absorver nada.
Quando perdemos o controlo emocional, deixando que o corpo tome conta das nossas ações e atitudes, isto é característico da dispersão mental,
da falta de concentração, que acarreta desde leves consequências, tais
como cometer pequenos erros nas nossos ações rotineiras até graves
comportamentos que mais tarde nos arrependemos. Todavia, ainda que não
existam consequências graves, a dispersão mental esgota com facilidade a nossa capacidade de raciocínio.
Devemos levar em consideração duas regras básicas na ação de concentrar-se: hábito e auto-sugestão.
Tais são, portanto, os caminhos para desenvolvermos a capacidade de
concentração. Por outro lado, dois são os fatores principais para uma
concentração perfeita: ambição e desejo. Desejo forte é a chave diferenciadora da concentração: com ele se atinge a realização.
A reter: Tudo o que criamos segue o esquema: imaginação > desejo > concentração > realidade.
Uma forma bem simples de ir corrigindo, gradualmente, a dispersão mental
é começarmos a colocar a nossa atenção nas pequenas coisas que fazemos
diariamente. Se somos ou estamos muito dispersos, é importante que nos
concentremos nas pequenas coisas. Andar
sentindo os músculos envolvidos no processo, lavar o carro, varrer o
quarto, observar o pôr do sol,etc., colocando nestes atos toda a nossa
atenção, produzem-se ótimos resultados, e exercitamos a capacidade de
foco. Primeiro, porque, enquanto estamos concentrados
naquela tarefa, ficamos menos sujeitos a pensar em outras coisas e, quem
sabe, nas coisas pouco agradáveis em que vínhamos pensando. Segundo, porque o que estamos executando sairá melhor feito. Terceiro, porque corremos menos riscos de cometer erros ou interferências de pensamento. Quarto, porque estamos treinando a nossa força de vontade para ficar mais tempo onde precisamos que ela fique. Quinto, porque, com a prática, afastamos a nossa mente de problemas ou fatos desagradáveis para aquilo que desejamos fazer.
AUTO-INSTRUÇÃO UMA FORMA DE GERIR AS EMOÇÕES
As auto-instruções, estão ligadas à
indução de estados internos que desejamos sentir ou que pretendemos
accionar. No treino da auto-instrução, os pensamentos (assunto
anteriormente abordado) traduzidos em verbalizações silenciosas, induzem
as sugestões de sensações e imagens corporais. Como o nome indica, a
metodologia de auto-instrução implica que a pessoa fale consigo própria
para se convencer a agir e, depois para guiar a sua ação, geralmente
dirigida a um objetivo, como confrontar um sintoma como por exemplo
quando sofre de ansiedade,
resolver um problema ou alterar um estado de humor. A auto-instrução
motiva a ação e informa sobre o que fazer, especialmente em situações
tensas e confusas. Nesta perspetiva os métodos de auto-instrução são
igualmente de auto-sugestão. A auto-instrução é considerada uma aptidão
de confronto. Permite-nos mobilizar-nos ativamente contra os sintomas
incapacitantes e problemas de tensão emocional. Ou seja, a
auto-instrução é dirigida para fins diretos e quase sempre concretos,
que requerem controlo cognitivo, emocional e/ou comportamental.
Sugestão
Em situações de ações impulsivas,
agressivas ou fora do nosso controle deliberado, para reverter e/ou
inibir este processo, dever-se-á controlar os comportamentos
inadaptados, que consiste essencialmente num processo de modelagem de
ações apropriadas, auto-instruídas explicitamente pela própria pessoa.
Por exemplo, no treino para pensar antes de agir,
enquanto executa a tarefa ou se expõe à situação problemática, deverá
verbalizar em voz alta para si próprio as auto-instruções de
aprendizagem e controlo seguindo uma ordem preestabelecida:
Técnicas a praticar
- Definição do problema ou preparação para a situação (“que tenho de fazer?”; “qual deve ser a minha atitude?”)
- Orientação e reforço da atenção (“tenho de me lembrar…”; “tenho de pensar com cuidado e estar atento…”; “não me posso distrair…”; “devo prosseguir devagar e tentar estar relaxado…”; “se visualizar o que pretendo, será mais fácil de conseguir…”)
- Auto-reforço ou incentivo (“bom, até aqui tudo bem…”; Sou mesmo capaz de me controlar…”; “Sou capaz de dirigir a atenção para os pensamentos que imagino serem-me úteis…”)
- Auto-avaliação e auto-correção (“estarei a fazer bem?”; “se errar posso sempre tentar de novo…”; vou falando aquilo que acho e vejo como me sinto…”)
PENSAMENTO POSITIVO AJUDA NA EFICÁCIA DO AUTO-CONTROLO
É difícil iniciar um procedimento de auto-instrução para fins de gestão emocional que não recorra a uma qualquer forma de pensamento positivo.
O auto-reforço, que termina a sequência das técnicas de auto-instrução
anteriormente referidas, é nitidamente uma auto-sugestão de
positividade. Para aplicação de algumas técnicas e exercícios baseados
na psicologia positiva, pondere ler os 3 artigos anteriormente publicado
MECANISMOS DE AUTO-REGULAÇÃO SUPORTAM O AUTO-CONTROLO
A auto-regulação refere-se aos processos
internos e/ou transacionais que nos permitem conduzir intencionalmente
os objetivos ao longo do tempo e durante a mudança das circunstâncias
(contexto). A Regulação implica a modulação dos pensamentos, emoções,
comportamentos ou atenção de forma deliberada e automática de mecanismos
específicos que suportam as meta-habilidades (técnicas anteriormente
descritas). O processo de auto-regulação é iniciado quando as atividades
rotineiras são impedidas ou quando os objetivos direcionados não
surtem efeito, (a oportunidade ou confronto com um desafio, o fracasso
dos padrões habituais, etc).
Todas as
técnicas anteriormente descritas, fazem parte dos mecanismos de
auto-regulação cognitiva, estes por sua vez suportam a regulação da
intensidade e assertividade das nossas emoções. Com um bom conhecimento
daquilo que acontece no nosso corpo e na nossa mente, aquando de
situações exigentes que provocam tensão e exigem um resposta rápida da
nossa parte, através da aplicação das técnicas de auto-regulação não só
conseguimos antecipar as consequências desagradáveis, como de forma
antecipada iremos construir cursos de ação sobre a autoridade
controlada do nosso pensamento.
As
hipóteses apresentadas fazem parte dos modelos terapêuticos da abordagem
cognitivo-comportamental, em que o sistema cognitivo das pessoas que se
encontram emocionalmente afetadas pode ser alterado através de
manipulações conscientes, verbais e comportamentais, de forma a alcançar
a readaptação emocional.
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